Um incidente mobilizou a Polícia Militar de Ponta Porã na madrugada deste domingo (28), resultando na prisão de Emilio de Mendonça Bogado, de 22 anos, no bairro Parque dos Ipês I. O jovem é acusado de uma série de crimes, incluindo violência doméstica, disparos de arma de fogo para o alto, resistência e tentativa de atropelamento de uma viatura policial.
A ocorrência começou quando os policiais foram acionados para atender a um chamado de violência doméstica. Ao se aproximarem do endereço, os militares ouviram diversos disparos de arma de fogo e, em seguida, visualizaram um veículo VW/Gol deixando o local em alta velocidade pela Rua Uruguai.
Os policiais emitiram ordem de parada, mas o motorista, posteriormente identificado como Emilio Bogado, desobedeceu e, em um ato de extrema periculosidade, jogou o carro contra a viatura policial.
Uma perseguição foi imediatamente iniciada. A fuga só foi encerrada depois que os militares efetuaram disparos nos pneus do Gol, forçando a imobilização do veículo. Próximo ao carro de Emilio, a equipe encontrou uma pistola PT 9 milímetros, que ele teria dispensado durante a perseguição.
Emilio de Mendonça Bogado foi preso em flagrante e autuado na Polícia Civil pelos crimes de disparo de arma de fogo, resistência e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Prefeitura convoca cidadãos a contribuir em audiências públicas sobre projetos urbanos
Como parte do planejamento urbano, a Política Municipal de Arborização Urbana também será debatida em reunião pública, seguindo procedimentos que asseguram transparência e ampla participação da sociedade. (Foto: Divulgação).
A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), convida a população a contribuir com sugestões e opiniões sobre projetos urbanos que impactam diretamente a cidade. Entre os temas em discussão está o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) de um empreendimento multirresidencial com 496 unidades habitacionais, localizado na Avenida Guaicurus, próximo à Rua Mariazinha de Souza Maraviesk, no Bairro Universitário.
Envio de contribuições
A população poderá enviar sugestões entre 29 de setembro e 17 de outubro de 2025, presencialmente na Planurb ou pelo e-mail: [email protected].
Audiência Pública sobre o EIV
Para ampliar a participação comunitária, será realizada uma Audiência Pública no dia 31 de outubro de 2025, às 18h, na sede da Planurb, com entrada pela Rua Dr. Mário Corrêa. Quem não puder comparecer presencialmente poderá acompanhar a transmissão ao vivo pelo YouTube: www.youtube.com/@educacaoambientalplanurbcg9987.
Reunião Pública sobre o Código de Obras e Edificações (COEdi)
Outra oportunidade de participação será a Reunião Pública sobre o COEdi, que discutirá a minuta do projeto de lei que regulamenta obras e construções, alinhando Campo Grande às diretrizes do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental. O encontro ocorrerá em 3 de novembro de 2025, às 18h, na Planurb, com transmissão ao vivo pelo YouTube.
Debate sobre a Política Municipal de Arborização Urbana
Como parte do planejamento urbano, a Política Municipal de Arborização Urbana também será debatida em reunião pública, seguindo procedimentos que asseguram transparência e ampla participação da sociedade.
Como acessar os documentos
A Planurb reforça que a participação da população é essencial para que os projetos urbanos reflitam as necessidades reais de quem vive na cidade. Cada contribuição ajuda a construir uma Campo Grande mais planejada, sustentável e humana.
Os documentos relacionados aos projetos estão disponíveis na Biblioteca Geógrafa Aparecida Lopes de Oliveira e no site da Planurb (www.campogrande.ms.gov.br/planurb), garantindo acesso e possibilitando que qualquer cidadão conheça e participe ativamente das decisões que moldam a cidade.
Erick Luis Moreno Hernández, 34 anos, conhecido como ‘O Monstro do Peru’, foi transferido para a Penitenciária Regional de Emboscada, no Departamento de Cordillera, Paraguai, onde cumprirá prisão preventiva. Ele ficará detido na ala de segurança máxima do presídio, no módulo nº 8. Moreno Hernández, líder da quadrilha criminosa “Los Injertos del Cono Norte”, é considerado um criminoso perigoso, com mandado de prisão internacional e notificação vermelha da Interpol. Ele é procurado por México, Estados Unidos, Brasil e Peru por crimes como sequestro, extorsão, homicídio e roubo qualificado e foi preso em uma residência alugada em San Lorenzo. As autoridades acreditam que ele planejava estabelecer contatos internacionais para o tráfico de drogas no Paraguai. Há informações de no momento em que foi capturado, teria oferecido US$ 900 mil dólares de propina para os policiais paraguaios.
Audiência pública discutirá informações sobre serviços e indicadores de saúde do município
Atualmente, a Sesau está sob a coordenação de um comitê composto por seis integrantes, desde a saída da então secretária Rosana Leite, no início deste mês. O grupo é liderado por Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli, que já ocupava cargo na Prefeitura, e apresentará um relatório com as principais necessidades do setor. (Foto: Divulgação).
A Câmara Municipal de Campo Grande realizará na segunda-feira, dia 29, às 9 horas, uma Audiência Pública em que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apresentará a prestação de contas referente ao 2º quadrimestre de 2025.
Durante o encontro, serão compartilhadas informações sobre investimentos na área da saúde, repasses para postos e hospitais, atendimentos realizados e outros dados relevantes. O debate foi convocado pela Comissão Permanente de Saúde, formada pelos vereadores Dr. Victor Rocha (presidente), Dr. Jamal (vice-presidente), Neto Santos, Dr. Lívio e Veterinário Francisco.
Atualmente, a Sesau está sob a coordenação de um comitê composto por seis integrantes, desde a saída da então secretária Rosana Leite, no início deste mês. O grupo é liderado por Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli, que já ocupava cargo na Prefeitura, e apresentará um relatório com as principais necessidades do setor.
A prestação de contas da Sesau acontece a cada quatro meses, seguindo o mesmo ritmo das apresentações realizadas pelo Executivo, que trazem o balanço das receitas e despesas municipais.
A audiência começará às 9 horas e é aberta ao público. Quem não puder participar presencialmente poderá acompanhar pela TV Câmara, no canal 7.3, ou pelo canal oficial da Casa de Leis no YouTube.
A Polícia Militar Rodoviária (PMR) do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) efetuou uma grande apreensão de drogas na tarde deste sábado (27), em Maracaju. A ação resultou na interceptação de um veículo carregado com 1,4 tonelada de maconha, gerando um prejuízo milionário ao crime organizado.
A apreensão ocorreu na rodovia MS-164, por volta das 17h36. Uma equipe da Base Operacional de Maracaju estava realizando fiscalização de trânsito e combate a crimes transfronteiriços quando visualizou dois homens próximos a um veículo GM/Trailblazer, que se encontrava parado às margens da rodovia.
Ao perceberem a aproximação da viatura policial, os dois indivíduos fugiram imediatamente, correndo em direção à mata local. A PMR realizou buscas na região, mas os suspeitos não foram localizados.
Os policiais então abordaram o veículo abandonado e, em seu interior, encontraram diversos fardos e tabletes da droga. A pesagem posterior confirmou o volume total de 1,4 tonelada de maconha.
O veículo e a carga ilícita foram imediatamente encaminhados à delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. A Polícia Militar Rodoviária estima que o prejuízo imposto ao crime com esta apreensão seja de R$ 2.938.000,00 (dois milhões, novecentos e trinta e oito mil reais).
Pesquisa revela benefícios socioambientais e reforça a importância da proteção territorial para o bem-estar indígena
As pesquisadoras ressaltaram ainda que territórios indígenas contribuem para mitigar a poluição atmosférica, removendo material particulado por deposição seca, reforçando a importância de ampliar sua proteção. (Foto: Fernando Frazão|Agência Brasil).
Uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiras revelou que Terras Indígenas (TIs), especialmente as legalmente reconhecidas, têm papel significativo na redução de doenças associadas a queimadas e infecções tropicais em cidades localizadas até 500 quilômetros de distância. O levantamento abrangeu dados dos primeiros 20 anos deste século e incluiu análises da região amazônica e da Mata Atlântica.
“Nossas descobertas reforçam a importância do reconhecimento legal das Terras Indígenas (TIs), não apenas para conter o desmatamento, mas também para melhorar a saúde humana local”, afirmou o estudo, publicado este mês na revista científica Nature.
“O equilíbrio entre modos de vida tradicionais e a sustentabilidade dos recursos naturais é frágil e pode ser comprometido por mudanças socioeconômicas e ambientais, ameaçando a dinâmica ecológica essencial para prevenir doenças”, acrescenta a publicação.
Fumaça de queimadas
O estudo foi conduzido por Julia Barreto, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), e Paula Prist, do Forests and Grassland Program, da União Internacional pela Conservação da Natureza, sediada em Washington (EUA). Elas analisaram dados de 2000 a 2019, avaliando o impacto de material particulado proveniente de queimadas com partículas menores que 2,5 micrômetros.
Paula Prist explicou que esse tipo de poluente provoca irritação nas mucosas, afeta a respiração e causa doenças respiratórias, além de se acumular no sangue, aumentando casos de doenças cardiovasculares. “Esse material pode percorrer até 500 quilômetros, transportado pelos ventos”, acrescentou.
Julia Barreto destacou o valor de uma análise ampla: “Quanto maior a abrangência no tempo e no espaço, mais robusto fica o modelo, apesar do aumento da complexidade.” Paula Prist complementou: “Séries temporais longas reduzem o impacto de anos atípicos e permitem avaliar com maior precisão fatores políticos, sociais, climáticos e sanitários.”
Com base nesses dados, as pesquisadoras criaram uma rede de colaboração com cientistas de Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Suriname, Guiana Francesa e Guiana, cruzando informações sobre doenças causadas por poluição e agentes infecciosos como malária, leishmaniose e hantavírus. Foram comparadas populações indígenas em terras legalmente protegidas e não protegidas.
Resultados
O estudo indica que TIs legalmente reconhecidas reduzem o impacto das queimadas, tanto em quantidade quanto em extensão, e diminuem a disseminação de doenças infecciosas.
“Analisamos a população da Amazônia. Terras indígenas protegidas equilibram a região, reduzindo impactos em municípios degradados”, explicou Paula Prist.
Os benefícios variam conforme a doença estudada e as características ambientais locais. Em doenças respiratórias, quanto maior a integridade da floresta, menor o impacto sobre a saúde. Municípios com menos de 40% de áreas preservadas fora das TIs dependem mais dessas reservas para compensar danos, especialmente em relação a doenças infecciosas.
As pesquisadoras ressaltaram ainda que territórios indígenas contribuem para mitigar a poluição atmosférica, removendo material particulado por deposição seca, reforçando a importância de ampliar sua proteção.
“Uma mensagem central do trabalho é a evidência clara do papel das terras indígenas na saúde humana, que vai além do reconhecimento de direitos ancestrais”, afirmou Julia Barreto. Ela destacou que esses benefícios alcançam também populações próximas: “As TIs têm um serviço ambiental importante, tornando paisagens mais saudáveis para toda a região.”
Os dados levantados estão disponíveis gratuitamente, permitindo que outros grupos aprofundem o tema e reconheçam o valor da colaboração científica.
Na última sessão da Câmara Municipal, o Vereador Vanderlei Avelino apresentou indicações solicitando a reforma da Escola Municipal Prof.ª Marly Cavalheiro Rojas, localizada na Rua Jorge Roberto Salomão, bairro Vila Ferroviária III, bem como a manutenção da Academia ao Ar Livre do bairro Planalto.
O Vereador destacou que a escola necessita de melhorias em sua estrutura física, incluindo pintura, reparos na cobertura, adequação de salas e manutenção elétrica e hidráulica. A intervenção é essencial para garantir segurança, conforto e melhores condições de aprendizagem às crianças, além de proporcionar um ambiente adequado para os profissionais da educação.
Quanto à Academia ao Ar Livre do bairro Planalto, Vanderlei Avelino solicitou manutenção nos aparelhos de ginástica e melhoria na iluminação, visando incentivar a prática de atividades físicas e a convivência social de forma segura, tanto no dia quanto à noite.
O Vereador reforçou que essas ações são demandas legítimas da comunidade e que sua implementação é urgente para promover bem-estar e qualidade de vida à população.
Nove em cada dez empresas citaram aumento de eficiência. (Foto: Rawpick/Freepick)
Em dois anos, o número de empresas com atuação na área industrial que utilizam a tecnologia de inteligência artificial (IA) mais que dobrou e apresentou um salto de 163%. A quantidade passou de 1.619 em 2022 para 4.261 em 2024.
No primeiro semestre do ano passado, 41,9% das empresas industriais pesquisadas faziam uso da IA, enquanto essa marca era de 16,9% dois anos antes.
A constatação está na Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento foi feito com uma amostra de 1.731 empresas da área industrial, em um universo de 10.167 companhias com 100 ou mais empregados.
O levantamento foi financiado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), uma organização brasileira sem fins lucrativos. O estudo teve apoio técnico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O gerente de pesquisas temáticas do IBGE, Flávio José Marques Peixoto, associa o avanço da IA ao maior uso das chamadas IAs generativas. “Aquelas que criam conteúdos, texto, imagens”, diz.
Ele contextualiza que, entre as duas pesquisas, houve o lançamento, em novembro de 2022, e a difusão, em 2023, do ChatGPT, software de IA que simula conversas e cria conteúdos. “Eu diria que está relacionado com esse aumento maior, dessa disponibilidade”, assinala.
Flávio Peixoto lista uma série de outras formas de inteligência artificial que ganharam espaço nas empresas industriais, como mineração de dados, reconhecimento de fala, reconhecimento de processo de imagem, geração de linguagem natural (GLN), o aprendizado de máquina (machine learning), a automatização de processos e fluxos de trabalho.
“Uma que é particularmente interessante na indústria é a manutenção preditiva, uso de IA dentro do sistema de produção, na movimentação física de máquinas, tomada de decisões, meio que de forma autônoma”, descreve.
Perfil das empresas
O IBGE identificou que o uso da IA se torna mais comum à medida que aumenta o tamanho da empresa. Nos negócios com 500 ou mais empregados, 57,5% das empresas utilizam IA, superando a marca das companhias de 250 a 499 funcionários (42,5%) e das com 100 até 249 trabalhadores (36,1%).
Dentro das empresas, as áreas que mais utilizavam IA eram administração (87,9%) e comercialização (75,2%).
O IBGE mapeou as áreas de atividades nas quais a IA é mais presente. No topo do ranking figuram:
Equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos: 72,3% usam
Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 59,3%
Produtos químicos: 58%
Dos 25 ramos pesquisados, os três com menos uso de IA são:
Fumo: 22,9% das empresas utilizam
Couro: 20,7%
Manutenção, reparação e instalação de mecanismos e equipamentos: 19,2%
Tecnologias digitais avançadas
O estudo revela que 89% das empresas industriais (9.054) utilizam alguma tecnologia digital avançada.
Além da IA, o IBGE levantou a aderência das empresas a cinco outras tecnologias avançadas. Todas tiveram penetração maior que a IA e apenas duas são utilizadas por mais da metade das empresas:
Computação em nuvem (serviço pago): 77,2%
Internet das coisas: 50,3%
Robótica: 30,5%
Análise de big data (software para coletar, processar e analisar megadados): 27,8%
manufatura aditiva (impressora 3D): 20,3%
IA: 41,9%
Os setores com maior e menor uso de tecnologia digital foram:
1º) Outros equipamentos de transporte: 98,3% 2º) Máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 97% 3º) Impressão e reprodução de gravações: 96% 23º) Fumo: 77,8% 24º) Madeira: 76,2% 25º) Celulose, papel e produtos de papel: 73,5% Total da Indústria: 89,1%
Os pesquisadores conseguiram mapear que 20,8% das empresas faziam uso de apenas uma tecnologia digital avançada, enquanto 27,3% usavam duas. Apenas 5% das companhias conjugavam as seis tecnologias.
A mais utilizada pelos negócios que usavam apenas uma tecnologia era a computação em nuvem, com 64,5% das companhias.
Benefícios atingidos
A Pintec buscou saber dos empresários quais foram os benefícios atingidos com o uso de tecnologias digitais. Nove em cada dez empresas citaram aumento de eficiência, e menos da metade listou entrada em novo mercado.
Aumento da eficiência: 90,3%
Maior flexibilidade em processos administrativos, produtivos e organizacionais: 89,5%
Melhoria no relacionamento com clientes e/ou fornecedores: 85,6%
Maior eficácia no atendimento ao mercado: 82,9%
Maior capacidade de desenvolvimento de produtos ou serviços novos: 74,7%
Redução do impacto ambiental: 74,1%
Entrada em novos mercados: 43,8%
Outros: 1,5%
Motivação
Ao investigar o que motivou as empresas a aderir às tecnologias, o IBGE notou que 88,6% delas responderam ser decisão estratégica autônoma. Para 62,6%, o motivo foi influência de fornecedores e/ou clientes. Praticamente a metade delas (51,9%) listou influência da concorrência, enquanto 28% apontaram a atratividade de programas de apoio, sejam públicos ou privados.
Apesar do aumento da atratividade de programas de incentivo (em 2022, era resposta de 26%), “poucas empresas (9,1%) se beneficiaram de programas de apoio público”, frisou o IBGE.
Questão de sobrevivência
Para o analista Flávio Peixoto, o resultado é um indicativo que, mais do que ganhar novos mercados, a aderência das empresas às tecnologias digitais avançadas é uma necessidade de sobrevivência no ambiente onde já atuam.
“Quando se tem, muitas vezes, essa própria demanda dos fornecedores e dos clientes para você migrar, passar a utilizar certos tipos de tecnologias que se integrem, principalmente na logística, no processo de suprimento dessa cadeia, ou a empresa faz esse movimento ou vai ser excluída, não vai fazer parte mais dessa cadeia”, avalia.
O pesquisador cita o exemplo da indústria automobilística. “O cliente faz um pedido na ponta, isso reflete em toda cadeia, mas isso só acontece se as tecnologias realmente estão sendo utilizadas de forma mais integrada”, diz.
Custo e mão de obra
No universo das empresas industriais que utilizam tecnologias digitais avançadas, 78,6% delas informaram aos pesquisadores que os altos custos das soluções tecnológicas dificultaram a adoção. Já a falta de pessoal qualificado foi informada por 54,2%.
Entre as empresas que não utilizam as tecnologias, o principal fator impeditivo foram também os altos custos, apontado por 74,3% das companhias. A falta de pessoal qualificado foi também a segunda justificativa mais apontada (60,6%).
Menos teletrabalho
Os pesquisadores do IBGE identificaram que, em dois anos, caiu o percentual de empresas ligadas a atividades industriais que adotavam o teletrabalho. Em 2022, 47,8% das companhias tinham o regime de trabalho. Em 2024, o percentual passou para 43%, representando 4.357 empresas.
O teletrabalho era mais comum em companhias com 500 ou mais empregados (65,3% delas). Nas com contingente de trabalhadores entre 250 a 499 pessoas, o patamar era de 39,1%, superando os negócios que tinham entre 100 e 249 funcionários (36,3%).
Nas empresas que lidavam com administração (94,6%) e comercialização (85%), o teletrabalho era mais frequente. Na outra ponta, figuravam setores de produção (35,5%) e logística (51,7%).
Em defesa das mulheres vítimas de violência doméstica, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) apresentou uma Indicação solicitando a construção de um espaço físico adequado para fortalecer as políticas públicas de atendimento, acolhimento e proteção às vítimas em Anastácio-MS. O pedido foi encaminhado à Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ao Governador Eduardo Riedel (PP) e à Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa.
O município já conta com um espaço cedido pelo poder público para o atendimento das mulheres, mas, segundo a deputada, a estrutura atual é limitada. “É preciso garantir segurança, dignidade e privacidade para que essas mulheres sejam acolhidas e para que os profissionais possam trabalhar de forma plena”, ressaltou Lia.
A proposta prevê a construção de um centro especializado, com salas para atendimento psicológico, social e jurídico, além de uma área emergencial para acolher mulheres e seus dependentes em situação de risco. O novo espaço será um ponto de apoio fundamental para vítimas em situação de vulnerabilidade e um instrumento para fortalecer ações de prevenção e promoção da cidadania.
A solicitação partiu da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres de Anastácio, que identificou a necessidade urgente de melhorar o atendimento no município. Para Lia Nogueira, investir nesse projeto significa salvar vidas e oferecer às mulheres da região a chance de recomeçar com mais segurança e amparo
Aulas com o primeiro grupo de 20 estudantes vai acontecer na próxima segunda-feira (29)
Crianças e adolescentes entre 7 e 16 anos matriculados em escola pública podem praticar o esporte. (Foto: Divulgação PMMS)
Crianças e adolescentes entre 7 e 16 anos, alunos de escolas públicas estaduais, com uma oportunidade única em mãos: aprender a equitação de graça. Isso agora é possível em Mato Grosso do Sul com a inauguração da primeira escola pública de equitação no Estado. A solenidade que abriu o espaço ocorreu na última quinta-feira (25) e as aulas com o primeiro grupo de 20 estudantes vai acontecer na próxima segunda-feira (29).
O objetivo da escola é claro: unir esporte, disciplina e formação de valores como instrumento de inclusão social e do senso comunitário, fortalecendo o vínculo social dos participantes dos projetos ali desenvolvidos com as forças que compõem a segurança pública.
A coordenação da Escola Pública de Equitação será feita pela PM (Polícia Militar), que em parceria com as secretarias de Educação e de Segurança Pública inicia na próxima segunda a primeira etapa do projeto Cavaleiros do Futuro, com 20 estudantes de três escolas públicas estaduais selecionados para integrar a inédita ação em Mato Grosso do Sul.
Desenvolvimento da força, equilíbrio, coordenação e resistência cardiovascular, além de promoção da concentração, da confiança e da responsabilidade são alguns dos benefícios que a equitação traz aos seus praticantes. Fora isso, o contato com os cavalos estimula valores como autoconfiança, paciência e postura, fundamentais para a formação cidadã.
As aulas acontecem nas dependências da Cavalaria da PM, no Parque dos Poderes. Entre os critérios para participar do projeto Cavaleiros do Futuro, está a condição de vulnerabilidade social do estudante, e a permanência do mesmo no projeto vai depender do rendimento escolar, disciplina e assiduidade às aulas de equitação, tudo avaliado bimestralmente.
No local onde ocorrem às aulas, além da escola de equitação também haverá um espaço chamado Chácara da Cavalaria, voltado para a criação, recria e descanso dos equinos utilizados em policiamento, reprodutores, potros e animais aposentados. O terreno destinado ao Esquadrão de Cavalaria recebeu desde 2022 investimentos do Conselho Institucional de Segurança de Campo Grande (Coisec) e da Central de Execução de Penas Alternativas.
Parceria entre o Governo do Estado, Polícia Militar, secretarias públicas e empresas privadas.(Foto: Divulgação PMMS)
Com apoio de secretarias estaduais e empresas privadas, a área de pastagem foi ampliada de 5 para 32 hectares, em um investimento de aproximadamente R$ 524 mil que reafirma o compromisso da PM e parceiros institucionais com a valorização dos jovens, o bem-estar dos animais e a integração de esforços entre Poder Público e iniciativa privada.