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Pantanal de MS é destaque em evento promovido pela Embratur no coração de Nova York

O Pantanal é um palco vivo onde o ciclo das águas transforma a paisagem a cada estação, revelando a beleza selvagem e a poesia atemporal da natureza em movimento. De 29 de outubro a 2 de novembro, Nova York receberá mais uma edição da Visit Brasil Gallery — uma experiência imersiva que convida o público internacional a descobrir o Brasil com todos os sentidos. O tema deste ano é o Pantanal, o maior ecossistema de áreas alagáveis do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade reconhecido pela UNESCO.

Criada pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur/Visit Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Gallery é um projeto itinerante inovador que transforma destinos brasileiros em experiências sensoriais únicas por meio da arte, moda, gastronomia e sustentabilidade. Mais do que uma exposição, é um convite para sentir o Brasil de dentro para fora — através de seus sabores, ritmos, tradições e paisagens. Esta edição é apresentada em parceria com os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso que abrangem todo o bioma pantaneiro com cerca de 67% e 33% do território, respectivamente.

“Esta é a ação do ano para o turismo de Mato Grosso do Sul. A Galeria Visit Brasil vai culminar com o lançamento de uma campanha disruptiva, inovadora e fora da curva do nosso destino, que reúne elementos da natureza, sons do Pantanal, gastronomia pantaneira, conservação e, claro, a promoção do bioma para o mercado internacional com a presença de empresário sul-mato-grossenses nas rodadas de negócios”, explica Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS.

Ao longo de cinco dias, a iniciativa reunirá mídia, autoridades, influenciadores, profissionais do turismo e o público americano em torno de uma narrativa que celebra o Pantanal como uma obra-prima viva. A cada estação, suas águas redesenham os contornos da terra, conduzindo ciclos de vida em uma coreografia natural de cores, sons e emoções refletida em cada espaço da Gallery.

A programação será tão diversa quanto o próprio bioma. Além de exposições fotográficas e audiovisuais que revelam a vibrante fauna, flora e as águas do Pantanal, a Gallery contará com rodadas de negócios entre parceiros estratégicos e empreendedores interessados em expandir conexões com o Brasil, palestras culturais com artistas e especialistas regionais e debates sobre sustentabilidade e inovação no turismo. O público também poderá vivenciar apresentações culinárias ao vivo com chefs convidados, que irão destacar a rica herança gastronômica pantaneira preparando pratos tradicionais no local.

Viagem sensorial em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul levará à Nova York um pouco da vivência local com gastronomia, artesanato e muita música numa verdadeira viagem sensorial. A começar pela playlist dos cinco dias de evento feita exclusivamente com músicas de Mato Grosso do Sul. Acesse no Spotify a playlist ‘Visit MS’: https://abrir.link/OSsuZ.

E a música de MS também será destaque no sábado (01/11) quando acontece o lançamento do projeto musical que traz os sons do Pantanal de Mato Grosso do Sul como protagonista.

Na gastronomia, o chef Paulo Machado vai apresentar a cozinha pantaneira em duas aulas show. A primeira tem inspiração na Rota Gastronômica Pantaneira com a ‘chipa pantaneira’, um clássico de Mato Grosso do Sul que une a tradição guarani em uma massa leve de polvilho e queijo, símbolo das fronteiras do estado. O Macarrão de Comitiva com aioli de pequi e brotos, prato da transumância no Pantanal feito com carne seca, alho e macarrão quebrado. O toque do aioli de pequi traz o sabor marcante do fruto nativo e a leveza dos brotos frescos. A aula finaliza com um drink de tereré, bebida gelada de erva-mate típica de Mato Grosso do Sul servida com limão e açúcar, além de um toque de cachaça para celebrar o espírito pantaneiro.

A segunda aula show é baseada na Rota das Águas e o chef vai fazer um ceviche de tilápia e mandioca, versão sul-mato-grossense encontrada nas embarcações turísticas do Pantanal. O prato combina o frescor do pescado com a textura da mandioca e o equilíbrio dos cítricos. Em seguida, ele serve doce de leite artesanal com queijo fresco, puro aconchego pantaneiro. Tudo acompanhado de ‘mate cocido’, uma infusão tostada de erva-mate com melado e gelo. Bebida refrescante e aromática que traduz a hospitalidade e a simplicidade do Pantanal.

Durante todos os dias de evento uma sala de projeção vai exibir o clipe da história da música ‘Trem do Pantanal’, dos compositores Geraldo Roca e Paulo, e um documentário sobre a concepção do projeto musical com os sons Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Haverá também exposição do rico e variado artesanato de Mato Grosso do Sul, uma verdadeira viagem pela cultura miscigenada. Cada peça conta histórias: os grafismos dos povos, a fauna e flora sul-mato-grossense esculpidas em madeira, traz peças em pedra, argila, ossos e até couro de peixe.

Confira a programação

Quarta-feira (29/10)

  •         Abertura da Exposição Visit Brasil Gallery – Pantanal, um espetáculo da natureza orquestrado pelo vaivém das águas.

Quinta-feira (30/10)

  •         Roda de Conversa / Pantanal: um safári brasileiro no coração da biodiversidade
  •         Apresentação de Destinos
  •         Encontro de Negócios
  •         Cooking Show – Chef Paulo Machado (MS)

Sexta-feira (31/10)

  •         Cooking Show
  •         Roda de Conversa / Turismo Regenerativo e Pesquisa Científica
  •         Encontro de negócios
  •         Degustação de caipirinha
  •         Ativação Halloween

Sábado (01/11)

  •         Roda de Conversa / Pantanal em foco: entre paisagens e legado da cultura pantaneira, a fotografia se transforma em experiência turística
  •         Cooking Show – Chef Paulo Machado (MS)
  •         Lançamento: projeto musical com os sons Pantanal de Mato Grosso do Sul
  •         Coquetel

Domingo (02/11)

  •         Ativação Wellness / Yoga aos sons do Pantanal
  •         Degustação de Caipirinha
  •         Cooking Show

Um dos destaques será uma colaboração inédita entre a Embratur e a National Geographic CreativeWorks, que apresentará o projeto “Safari for the Senses” (Safári dos Sentidos). Pelas lentes do premiado fotógrafo de vida selvagem Filipe De Andrade, as paisagens intocadas, os encontros com a fauna e a riqueza cultural da região serão capturados em imagens e histórias poderosas, exibidas nas plataformas globais da National Geographic. O estilo de vida e a cultura tradicionais do Pantanal, retratados pelo fotógrafo mato-grossense José Medeiros, também farão parte das exposições. É a força do Pantanal revelada ao mundo com toda a emoção e profundidade que só a natureza é capaz de transmitir.

Mais do que um destino de viagem, o Pantanal é o espetáculo da natureza em sua forma mais pura. A vastidão de suas planícies alagadas, o voo da arara-azul, a majestade da onça-pintada e a harmonia entre água, terra e céu revelam um bioma sem igual. Sua beleza está na autenticidade: na simplicidade de suas comunidades, no delicado equilíbrio que sustenta a vida através dos ciclos das cheias e na sensação de que o tempo segue outro ritmo — guiado pela natureza. Essa singularidade faz do Pantanal não apenas um tesouro brasileiro, mas também uma inspiração universal.

“Estamos muito felizes com essa oportunidade de poder fortalecer ainda mais a nossa marca com uma campanha robusta como essa. Temos certeza que terá um grande impacto no mercado internacional”, finaliza Wendling.

A Visit Brasil Gallery será uma janela aberta para esse Brasil profundo e diverso — um país comprometido com um futuro do turismo cada vez mais responsável e sustentável.

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Polícia apreende 21 quilos de drogas de alto valor comercial em agência dos Correios




No âmbito da operação “Protetor das Divisas e Fronteiras”, policiais civis da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) apreendeu 21 quilos de drogas de alvo valor comercial em uma agência dos Correios, em Campo Grande. A ação, que contou com apoio do cão farejador K-9 Colt, foi na segunda-feira (27/10).

Durante as vistorias, o animal indicou positivamente três embalagens suspeitas, sugerindo a presença de substâncias ilícitas. Após conferência dos objetos, foi localizada maconha prensada e skunk, distribuídos em diferentes volumes destinados a estados distintos da federação.

O material foi apreendido e encaminhado à Denar. As investigações prosseguem visando identificar e responsabilizar os remetentes e destinatários dos pacotes interceptados.


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PRF apreende 318 quilos de maconha e recupera veículo em Água Clara




A PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu 318 quilos de maconha nesta terça-feira (28/10), em Água Clara. Um homem foi preso com mandado de prisão em aberto e transportando a droga em um veículo furtado.

Os policiais fiscalizavam na BR-262, quando deram ordem de parada a um Fiat/Argo. O condutor não obedeceu e iniciou fuga, entrando no perímetro urbano do município. Foi realizado o acompanhamento tático até que o motorista colidiu com outro veículo que estava estacionado, o homem ainda tentou fugir a pé, mas foi alcançado e detido.

No Fiat/Argo os policiais encontraram grande quantidade de maconha. A equipe também descobriu que o motorista possuía um mandado de prisão para cumprimento e dirigia um veículo com registro de furto, desde outubro de 2024, em São Paulo.

O preso disse ter recebido os ilícitos em Campo Grande e que viajaria até a divisa com São Paulo. Ele foi encaminhado à Polícia Judiciária local, juntamente com o veículo e a droga.


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Novos critérios para prisão preventiva e audiência de custódia seguem para sanção

O Plenário aprovou projeto (PL 226/2024) que define critérios para a decretação de prisão preventiva. O texto, de autoria do ex-senador Flávio Dino, teve parecer favorável do senador Sergio Moro (União-PR). Moro rejeitou as mudanças promovidas pela Câmara dos Deputados e fez um ajuste redacional. O projeto segue para sanção presidencial.

A prisão preventiva pode ser usada em qualquer fase do processo ou da investigação criminal e tem por objetivo evitar que o acusado cometa novos crimes ou prejudique o andamento do processo, com a destruição de provas, ameaças a testemunhas ou fuga.  

Atualmente, o Código de Processo Penal (CPP) possibilita a prisão preventiva com base no risco que o detido possa oferecer a pessoas e à sociedade caso seja colocado em liberdade. O texto aprovado define quatro critérios que deverão ser levados em conta pelo juiz para avaliar a periculosidade da pessoa detida. São eles:

modo de agir, com premeditação ou uso frequente de violência ou grave ameaça; 

participação em organização criminosa;  

natureza, quantidade e variedade de drogas, armas ou munições apreendidas;  

ou possibilidade de repetição de crimes, em vista da existência de outros inquéritos e ações penais em curso. 

Atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino defende que os critérios poderão ajudar o juiz a decidir mais rapidamente sobre a prisão preventiva e afastar questionamentos sobre a aplicação desse tipo de prisão. Ele justifica que o magistrado não precisará, no entanto, se basear somente nos critérios sugeridos e poderá julgar com base em perigos oferecidos em cada caso.

Segundo o projeto, não será possível decretar prisão preventiva com base na “gravidade abstrata do delito”, sendo que o risco oferecido à ordem pública, à ordem econômica, ao processo criminal e à aplicação da lei deve ser demonstrado concretamente.

Moro acatou a sugestão apresentada em audiência pública pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para deixar claro que os critérios são alternativos e não cumulativos. Bastará a presença de um deles para justificar a prisão preventiva. 

Audiência de custódia 

O texto aprovado também define critérios semelhantes para orientar os juízes especificamente nas audiências de custódia, quando pode haver a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

— Há um excesso de solturas em audiências de custódia. Quando há uma prisão em flagrante, o preso é levado ao juiz, e o juiz decide se ele fica preso ou se ele sai solto. E, embora o juiz muitas vezes acerte, há casos em que têm sido soltos criminosos perigosos, principalmente criminosos profissionais, reincidentes, inclusive também pessoas que foram presas em audiências de custódia, anteriormente colocadas em liberdade, mas que acabam sendo soltas — disse o relator.

Segundo Moro, o que se pretende é evitar a concessão de liberdade, nas audiências de custódia, a criminosos perigosos para a sociedade ou para outras pessoas. São seis os critérios que recomendam a conversão da prisão em flagrante em preventiva: 

haver provas que indiquem a prática reiterada de infrações penais;  

ter a infração penal sido praticada com violência ou grave ameaça; 

ter o agente já sido liberado em prévia audiência de custódia por outra infração penal, salvo se por ela tiver sido absolvido posteriormente;  

ter o agente praticado a infração penal na pendência de inquérito ou ação penal;  

ter fugido ou apresentar perigo de fuga;  

oferecer perigo de perturbação do inquérito ou da instrução criminal e perigo para a coleta, conservação ou incolumidade da prova.  

Os mesmos critérios deverão ser considerados na avaliação da manutenção da prisão cautelar ou da concessão da liberdade provisória nas audiências de custódia.

De acordo com Moro, segundo estatística do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desde 2015, quando foram implementadas, até junho deste ano, foram feitas 1,6 milhão de audiências de custódia após prisões em flagrante. Em 654 mil dessas audiências, foi concedida liberdade provisória aos presos. Já em 994 mil decisões, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. 

A liberdade provisória foi a opção em 39% das audiências, porcentagem considerada alta pelo senador. Na avaliação dele, o problema não está na audiência de custódia em si, mas na falta de critérios mais definidos para orientar o juiz.

Coleta de material biológico 

O texto aprovado também viabiliza a coleta de material biológico para obtenção de perfil genético de presos em flagrante por crime praticado com violência ou grave ameaça, por crime contra a liberdade sexual ou por crime sexual contra vulnerável. Também deverá ser coletado material biológico de quem integrar organização criminosa que possua ou utilize armas de fogo.

O Ministério Público, ou a autoridade policial, deverá requerer ao juiz a coleta e o armazenamento do perfil genético do preso, de acordo com a Lei 12.037, de 2009, que permite a obtenção do perfil genético quando for essencial para a investigação policial.

Agência Senado*

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Calor já mata meio milhão de pessoas por ano, alertam cientistas

Cerca de 546 mil pessoas morrem por ano em todo mundo por causa do calor, e, apenas em 2024, outras 154 mil mortes foram provocadas pela fumaça dos incêndios florestais. Esses são alguns dos alertas do relatório Contagem regressiva em saúde e mudanças climáticas, elaborado por mais de cem cientistas de diversos países para a revista The Lancet, em parceria com a Organização Mundial da Saúde.

Publicado nesta quinta-feira, na Inglaterra, o documento pretende se antecipar à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que começa no dia 10 de novembro, em Belém, no Pará. O relatório apela por uma redução consistente do uso de combustíveis fósseis e das emissões de gases do efeito estufa e também por adaptações que minimizem seus efeitos para a população.

“Com os impactos das mudanças climáticas aumentando, a saúde e a vida dos 8 bilhões de habitantes do mundo estão agora em risco”, enfatizam os cientistas.

O texto lembra que 2024 foi o ano mais quente da história, o que fez com que 12 dos 20 indicadores que monitoram os riscos à saúde relacionados às mudanças climáticas atingissem níveis sem precedentes. Entre 2020 e 2024, as pessoas foram expostas a ondas de calor em 19 dias por ano, em média, e 16 deles não teriam ocorrido se não fosse pelo aquecimento global.

Brasil e América Latina

A revista também divulgou um compilado de dados do Brasil. No período de 2020 a 2024, ocorreram 7,7 mil mortes anuais associadas à fumaça dos incêndios florestais. Estima-se também outras 3,6 mil mortes por ano no país relacionadas ao calor, considerando o período de 2012 a 2021. Os pesquisadores também calcularam que a população brasileira foi exposta a 15,6 dias de onda de calor, em média, e 94% deles não teriam acontecido sem as mudanças climáticas.

Além disso, o relatóerio aponta que a proporção de terras que experimentaram pelo menos um mês de seca extrema por ano chegou a 72% no período de 2020 a 2024, quase dez vezes mais do que o observado nas décadas de 50 e 60.

Foi lançada ainda uma publicação sobre a América Latina, alertando que a temperatura média da região tem crescido de maneira constante desde os anos 2000, alcançando um recorde de 24,3 graus Celsius (°C) em 2024. Com isso, as mortes relacionadas ao calor chegam a 13 mil por ano.

Apesar disso, o relatório manifesta esperança nas negociações internacionais, ressalvando que “construir um futuro resiliente exige transformar fundamentalmente nossos sistemas de energia e reduzir nossa dependência de combustíveis fósseis”.

A publicação ressalta também que a adaptação “não é mais opcional, mas sim uma necessidade essencial e inegociável”, para que se possa “reduzir os riscos climáticos, aumentar a resiliência e enfrentar as desigualdades socioeconômicas existentes.”

“À medida que se aproxima a COP30 em Belém, o Brasil desponta como um farol de esperança e transformação, com uma oportunidade única de liderar ações de adaptação e mitigação climática que priorizem a saúde, promovendo o desenvolvimento sustentável e o bem-estar para todos”, afirma o documento.

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Governo oferecerá cursos gratuitos para obtenção de CNH

As facilidades que estão sendo planejadas pelo governo federal para simplificar e baratear a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vão além da diminuição do número de aulas práticas, e abrangerá também cursos gratuitos que poderão ser oferecidos de forma online ou, até mesmo, nas escolas públicas.

Com a desobrigatoriedade de as aulas serem ministradas exclusivamente por autoescolas, a expectativa é a de viabilizar também negociações diretas entre alunos e instrutores, que precisarão de certificados que poderão ser obtidos por meio de cursos oferecidos pelo Ministério do Transporte o pelos departamentos de trânsitos dos estados (Detrans).

O detalhamento sobre essas facilidades foi apresentado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, nesta quarta-feira (29), durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A expectativa é de as novas regras comecem a vigorar ainda este ano, por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), após a coleta de sugestões da sociedade, que está sendo feita até o dia 2 de novembro por meio de audiências públicas.

Alto custo

Segundo Renan Filho, há regiões em que as pessoas precisam pagar até R$ 5 mil para obter uma CNH, em um processo que chega a durar 9 meses para ser concluído.

“É muito caro. Custa mais do que três salários mínimos. É, portanto, um modelo impeditivo que leva as pessoas para a ilegalidade, dirigindo sem carteira”, disse.

O ministério mostrou, por meio de levantamento, que 54% dos Cadastros de Pessoa Física (CPF) que adquiriram motocicletas não têm habilitação.

“São pessoas sem habilitação, mas com motos em seus nomes. Em alguns estados, esse número chega a 70%. Só por esses números, concluímos que 20 milhões de brasileiros dirigem sem carteira. Isso precisa ser resolvido”, argumentou Renan Filho.

Burocracia

O ministro lembrou que há também todo o processo burocrático, que encarece ainda mais a obtenção da CNH, colocando o Brasil como o país mais caro da América do Sul, para a obtenção de carteira de motorista. Essas dificuldades ficam ainda maiores, caso a pessoa queira se habilitar para carro e moto, ao mesmo tempo.

Nesse caso, explicou o ministro, “são necessárias 45 horas-aulas obrigatórias na autoescola, apenas para o curso teórico; outras 20 horas de aula prática para tirar a carteira de moto; e outras 20 horas de carro. São, portanto, 85 horas que a pessoa tem de dedicar. Se ela dedicar 2 horas por dia, precisará de mais de 40 dias”. O ministro lembrou ainda que após todas essas horas, a pessoa ainda tem de fazer a prova escrita.

Ao quebrar essa obrigatoriedade toda, e dar o direito ao cidadão de contratar o profissional que desejar, o governo pretende tornar o procedimento mais rápido e mais simples.

Uma das possibilidades estudadas pelo governo é a de usar as escolas públicas ou, se for o caso, privadas, para preparar as pessoas para a prova de habilitação. “Por que as escolas não preparam o cidadão para fazer a prova de habilitação? Essa é uma pergunta que muitos fazem. Não preparam porque há a obrigatoriedade da autoescola”, disse.

“Além de preparar o jovem para o vestibular, as escolas podem preparar também para a CNH”, acrescentou Renan Filho, ao citar conteúdos como os de legislação, cidadania, direção defensiva e meio ambiente, entre outros.

Autoescolas

Renan Filho ressalta que não será o fim das autoescolas.

“Elas vão continuar existindo. O que vai acabar é a obrigatoriedade de contratar a aula prática das autoescolas. O que vai acontecer é que o cidadão poderá optar por ter aula com um instrutor autônomo, inclusive em seu próprio carro, desde que esteja [devidamente caracterizado] com adesivos ou ímãs”, esclareceu.

Perguntado sobre como via as críticas de falta de diálogo com o governo, feitas por centros de formação de condutores em alguns estados, o ministro garantiu que esse não é o verdadeiro problema.

“Na verdade, o problema não é falta de diálogo, até porque as audiências públicas ainda estão abertas. O problema é a mudança que o governo está discutindo [e seus efeitos para as autoescolas]. Esses centros de formação de condutores querem manter uma reserva de mercado, que é uma espécie de monopólio. E monopólios, todos sabemos, aumentam preços”, disse.

Novo mercado

Segundo o ministro, quem está por trás dessas manifestações são os donos de autoescolas. “Até porque muitos dos instrutores são favoráveis à nova legislação, porque poderão negociar diretamente [com aqueles que desejam ter a CNH]”

Além disso, acrescentou o ministro, a queda nos preços para obtenção de CNH fará com que mais gente tire a carteira. “E se mais gente vai tirar a carteira, mais instrutores serão necessários. Ou seja, teremos mais gente trabalhando. Essa mudança vai estabelecer um novo mercado”, complementou.

De acordo com o Ministério do Transporte, há, no Brasil, cerca de 200 mil instrutores que, com a nova legislação, estarão aptos a dar aulas. Esse número poderá ser ainda maior, com o credenciamento de novos instrutores, tanto pelo ministério como pelos departamentos de trânsito dos estados.

A discussão no momento, segundo Renan Filho, é sobre se haverá ou não uma quantidade mínima de horas necessárias de aula prática.

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O Paraguai líder mundial em plantio direto, busca fortalecer a rotação de culturas • RM Paraguay S.A.


Com mais de 95% da área agrícola coberta, o Paraguai se posiciona como referência regional em agricultura sustentável graças ao sistema de plantio direto. Esse modelo conserva a umidade do solo, reduz a erosão e melhora a produtividade. No entanto, especialistas alertam que a falta de rotação de culturas — especialmente devido à predominância da soja — pode afetar a saúde do solo. O desafio agora é diversificar com milho, sorgo e outras espécies para manter a sustentabilidade a longo prazo.

Acesse o link para obter todos os detalhes: https://shorturl.at/dosmO



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Operação resgata quase 800 animais silvestres e prende 18 pessoas em ação nacional contra o tráfico

Uma ampla força-tarefa de combate ao tráfico de animais silvestres, denominada Operação Libertas, foi deflagrada nesta quarta-feira (29) em onze estados brasileiros. A ação mobilizou Ministérios Públicos, Polícias Ambientais e diversos órgãos de fiscalização, resultando no cumprimento de 116 mandados e na prisão de 18 pessoas – sendo 7 preventivas e 11 em flagrante.

O saldo mais significativo da operação é o resgate de quase 800 animais retirados ilegalmente da natureza. A maioria são aves dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, incluindo espécies ameaçadas de extinção, que seriam destinadas a feiras clandestinas e comércio irregular. Entre as espécies apreendidas, destacam-se papagaios, coleirinhos, trinca-ferros, tucanos, além de quelônios e gatos de bengala.

Coordenação e Crimes Associados

A Operação Libertas é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), por meio do Projeto Libertas, e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A ação conta com o apoio da Freeland Brasil e financiamento do Escritório de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação de Lei dos Estados Unidos (INL).

A investigação revelou que, além do tráfico de fauna, os alvos da operação também praticavam crimes associados, como receptação, falsificação de documentos e de sinais públicos, maus-tratos e organização criminosa. Durante as buscas, foram apreendidas armas de fogo, veículos, dinheiro em espécie, documentos, celulares e gaiolas.

Balanço em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul foi um dos estados participantes, ao lado de Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Maranhão e Bahia. A Abrampa é presidida pelo promotor de Justiça e coordenador do Núcleo Ambiental do MPMS, Luciano Loubet.

No estado, foram vistoriados 35 locais em Campo Grande, Bataguaçu, Batayporã e Ivinhema, em uma ação conjunta do Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) e da Polícia Militar Ambiental (PMA).

O balanço no Mato Grosso do Sul inclui:

  • Uma ave curió apreendida.
  • Um filhote que permaneceu com o criador como fiel depositário.
  • Aplicação de multa de R$ 500,00.
  • Cinco notificações emitidas por irregularidades como manutenção de aves exóticas sem nota fiscal e omissão na comunicação de óbito de animal.

Destino dos Animais e Próximos Passos

Os animais resgatados foram encaminhados a centros de reabilitação do Ibama e de órgãos estaduais, onde recebem cuidados veterinários. O objetivo é devolvê-los à natureza sempre que possível. Os que não possuem condições de sobrevivência serão destinados a criadouros conservacionistas ou zoológicos autorizados.

“A operação deflagrada hoje é uma resposta contundente do Estado para proteger nossa fauna, essencial para o equilíbrio ambiental. As investigações seguem para consolidar provas e oferecer denúncia criminal pelos crimes de tráfico de fauna, maus-tratos, associação criminosa e lavagem de dinheiro”, destacou Luciana de Paula Imaculada, promotora de Justiça do MPMG e coordenadora da operação.

A ação reforça o compromisso do Ministério Público brasileiro no combate a um crime que “ameaça espécies inteiras e compromete os serviços ecossistêmicos essenciais à vida”, conforme afirmou Juliana Ferreira, diretora-executiva da Freeland Brasil.

Fiscalização integrada em 11 estados, cumpriu 116 mandados e revelou crimes associados, como falsificação e organização criminosa. (Foto: Assessoria)

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Startups e transformação digital no campo são destaque na Ponta Agrotec 2025

A Ponta Agrotec 2025 será novamente palco das discussões mais relevantes sobre inovação e o futuro do agronegócio. No dia 6 de novembro, às 17h, na Sala A do Majestic Hall, acontece a mesa-redonda “Startups e Transformação Digital do Campo”, mediada pela Profª Pâmila Carolini Gonçalves, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

O debate reunirá empreendedores que estão transformando ideias de laboratório em soluções reais para o setor produtivo. Participam da mesa Jader Lucas (Damine), Márcio Santos (GeoIA) e Rafael Medeiros (Fortalecer Homeopáticos) — todos projetos desenvolvidos com orientação e apoio da Aginova, a Agência de Inovação da UFMS, referência em pesquisa aplicada e empreendedorismo científico.

Para Jader Lucas, da Damine, o foco principal é mostrar como a inteligência artificial embarcada pode otimizar a produção e melhorar indicadores de desempenho no campo.

“A Damine é uma deep tech — desenvolvemos tecnologias complexas dentro da universidade para levar inovação real ao agro. Trabalhamos com soluções de monitoramento tanto para o setor agrícola quanto para a pecuária de corte e frigoríficos. Uma das tendências que despontam para os próximos anos é a fotônica, capaz de gerar indicadores extremamente precisos para o desenvolvimento da área rural”, explica.

Na mesma linha, Márcio Santos, da GeoIA, vai apresentar como a inteligência artificial aplicada às geotecnologias está revolucionando a gestão agrícola.

“Durante a Ponta Agrotec 2025, o foco será mostrar como as soluções de IA e sensoriamento remoto permitem identificar automaticamente linhas de plantio, falhas e plantas daninhas em culturas como cana-de-açúcar e eucalipto. Essas informações estratégicas são processadas em poucas horas, reduzindo custos e otimizando o uso de insumos”, destaca.

Segundo ele, a digitalização do campo aproxima a tomada de decisão agronômica do mundo dos dados:

“As startups do agro estão tornando o campo mais inteligente, conectado e sustentável. Nos próximos anos, a agricultura preditiva e os modelos generativos de IA vão permitir que o produtor antecipe problemas e visualize cenários produtivos antes mesmo de agir. Quem adotar essas tecnologias agora terá vantagem competitiva.”

Encerrando a mesa, Rafael Medeiros, da Fortalecer Homeopáticos, propõe um olhar complementar sobre inovação — mostrando que transformar o campo não depende apenas de robôs ou sensores, mas também de novos métodos produtivos baseados em ciência e sustentabilidade.

“Inovar não significa, necessariamente, criar uma tecnologia robótica ou digital. No meu caso, os produtos homeopáticos que desenvolvo já têm comprovação científica e artigos publicados. A inovação está no método de produção: consigo fabricar e aplicar bioestimulantes homeopáticos em larga escala, levando seus benefícios a todos os tipos de propriedades — orgânicas ou não. É uma forma de democratizar o acesso à homeopatia no campo e promover equilíbrio biológico de forma natural”, explica.

Universidade e empresas lado a lado

A mediadora Profª Pâmila Carolini Gonçalves, que também representa a Unidade Embrapii da UFMS, destaca que o principal desafio do painel será demonstrar, na prática, como a inovação já tem transformado o agronegócio:

“Cada vez mais, o setor exige do produtor que ele inove e acompanhe as transformações tecnológicas. O nosso objetivo é mostrar como a universidade vem atuando nesse processo. A Unidade Embrapii da UFMS é parceira direta do empresariado — apoiando projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D) com recursos não reembolsáveis. Nosso foco é a sustentabilidade para o agronegócio, e queremos demonstrar durante a Ponta Agrotec que estamos de portas abertas para as empresas, compartilhando riscos e desenvolvendo soluções em conjunto com a sociedade”, explica.

Pâmila reforça ainda que o espaço será uma oportunidade para apresentar as startups incubadas dentro da universidade, que já contribuem ativamente para a transformação digital do campo e o fortalecimento do ecossistema de inovação da fronteira.

Serviço:
Mesa-redonda: Startups e Transformação Digital do Campo
Data: 6 de novembro (quarta-feira)
Horário: 17h
Local: Sala A – Majestic Hall, Ponta Porã/MS
Mediação: Profª Pamila – UFMS
Participantes: Jader Lucas (Damine), Márcio Santos (GeoIA) e Rafael Medeiros (Fortalecer Homeopáticos)

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Sanesul destaca papel do saneamento na integração fronteiriça durante Audiência Pública do Parlasul em Ponta Porã

A integração regional ganhou um novo impulso com a Audiência Pública do Parlasul  realizada em Ponta Porã, na terça-feira (28), reunindo parlamentares do Brasil e do Paraguai, prefeitos, vereadores e autoridades de ambos os países.

A audiência, liderada pelo Senador Nelsinho Trad, ocorreu no Centro Internacional de Convenções Miguel Gomez, e contou com a presença do prefeito Eduardo Campos, do presidente da Câmara Municipal, Agnaldo Pereira Lima, do presidente da Junta Municipal de Pedro Juan Caballero, Jorge Medina, além do embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes, do deputado federal e membro do Parlasul, Heitor Schuch (PSB-RS), do senador Walter Ricardo Kobylanski e do deputado nacional Cezar Cerini, ambos do Paraguai, entre outras autoridades locais, estaduais e federais.

Entre os convidados, o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, destacou os desafios do saneamento básico na região de fronteira, ressaltando a importância de investimentos que garantam acesso universal à água tratada e esgotamento sanitário, condições fundamentais para o desenvolvimento econômico e social.

Na avaliação de Renato Marcílio, o saneamento básico representa um dos pilares mais importantes para a integração regional e o desenvolvimento sustentável das cidades de fronteira. “Investir em infraestrutura de água e esgoto significa promover saúde pública, dignidade e desenvolvimento sustentável”, destaca o dirigente.

A Sanesul entende que o saneamento é um elemento essencial de integração regional, capaz de gerar novas oportunidades econômicas e sociais para brasileiros e paraguaios que vivem e compartilham o mesmo território na faixa de fronteira.

A Sanesul atua em 68 municípios sul-mato-grossenses, incluindo Ponta Porã, e os investimentos têm sido fundamentais para elevar a qualidade de vida da população e impulsionar o desenvolvimento sustentável das cidades atendidas.

Cooperação e compromissos firmados

As autoridades assinaram o Protocolo de Intenções e a Declaração de Ponta Porã sobre Integração Fronteiriça, simbolizando o compromisso mútuo entre os países.

O debate também contou com especialistas como Erivelto Alencar, da Receita Federal; Gustavo Oliveira Vieira, da UNILA; Lúcio Flávio, da UEMS; e Mário Camargo, que discutiram temas como desenvolvimento sustentável, corredores logísticos e comércio binacional.

A presença do diretor-presidente da Sanesul no evento evidencia que o saneamento básico ocupa lugar central na agenda de desenvolvimento da fronteira e outras regiões, consolidando a empresa como agente público de transformação, qualidade de vida e cooperação entre os povos de Mato Grosso do Sul e do Paraguai.

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