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Clínicas da UCP em Pedro Juan Caballero alcançam mais de 40 mil atendimentos em 2025

As clínicas médicas da Universidade Central do Paraguai (UCP) consolidaram, em 2025, seu papel essencial na oferta de serviços de saúde à população fronteiriça.
Distribuídas em cinco unidades instaladas em pontos estratégicos da cidade, elas atenderam gratuitamente mais de 40 mil pacientes ao longo do ano, incluindo cidadãos paraguaios e estrangeiros, sobretudo brasileiros que vivem ou circulam diariamente entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã.
As clínicas estão localizadas em regiões estratégicas em Pedro Juan: na área central, bairros Obrero, San Gerardo, San Blas, Santa Teresa e Dom Bosco.

Neste ano de 2025, as unidades encerram as atividades, voltando ao atendimento normal em fevereiro.
CEO da UCP de Pedro Juan, Carlos Bernardo salienta a primordial função social das clínicas médicas, ressaltando a importância do atendimento humano e sobretudo, de atenção aos pacientes em todas as unidades.
O complexo de atendimento da UCP, mantido pela instituição como parte de sua política social e de formação prática em saúde, tornou-se referência em atenção primária.
As unidades recebem diariamente pacientes de diferentes faixas etárias e perfis, oferecendo consultas, acompanhamento clínico e, quando necessário, distribuição gratuita de medicação básica.

A clínica central continua sendo a mais procurada. Com estrutura ampliada, ela absorve a maior demanda de crianças, jovens, adultos e idosos, garantindo um fluxo contínuo de atendimento.
A proximidade com a linha internacional e a facilidade de acesso fazem com que muitos moradores de Ponta Porã busquem o serviço, reforçando o caráter binacional do trabalho desenvolvido pela UCP.
Todos os anos, as clínicas desempenham papel fundamental na cobertura de saúde básica em regiões onde a demanda supera a oferta pública.

Em 2025, o volume de atendimentos reafirma a importância da iniciativa para o bem-estar da população dos dois lados da fronteira, fortalecendo a integração comunitária e garantindo suporte médico a quem mais precisa.

As clínicas estão localizadas em regiões estratégicas em Pedro Juan: na área central, bairros Obrero, San Gerardo, San Blas, Santa Teresa e Dom Bosco.(Foto: Assessoria)

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Farmacêuticos denunciam que SENAD age fora de sua competência em fiscalizações na fronteira




O setor farmacêutico de Pedro Juan Caballero acusa a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) de realizar operações que, segundo empresários locais, extrapolam suas atribuições legais. As críticas se intensificaram após uma série de vistorias realizadas nesta quarta-feira (10) em farmácias da capital do Departamento de Amambay, com foco no medicamento Tirzepatida 15 mg/5 ml — indicado para diabetes e também utilizado para controle de peso.

De acordo com a SENAD, apenas um dos estabelecimentos fiscalizados não apresentava irregularidades. Entretanto, proprietários afirmam que a fiscalização desse tipo de produto, por se tratar de medicamento sujeito a prescrição médica, é responsabilidade exclusiva da Direção Nacional de Vigilância Sanitária (DINAVISA). “A SENAD está invadindo competências e focando em um medicamento vital para pacientes diabéticos”, afirmou um dos farmacêuticos afetados.

A categoria também questiona as prioridades do órgão antidrogas. Empresários alegam que atividades ligadas ao tráfico, como pontos de venda e serviços de entrega de drogas (“narco-delivery”), operam livremente na cidade. “A fiscalização dessas ações é responsabilidade direta da SENAD, e, ainda assim, eles preferem investigar farmácias?”, criticou uma empresária que preferiu não se identificar.

Outro ponto levantado pelos profissionais é a recorrência das operações. Segundo eles, as inspeções acontecem todos os anos no mesmo período, pouco antes do Natal e do Ano-Novo, o que levanta suspeitas sobre a motivação e o objetivo das ações.


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Indígenas bloqueiam anel viário em Dourados em protesto contra Marco Temporal




Marcos Morandi. Voz da Fronteira

Uma manifestação organizada pela comunidade indígena de Dourados paralisou o tráfego no Anel Viário de Dourados, em Mato Grosso do Sul, na tarde desta quinta-feira (11). O ato de protesto visa pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) a não aprovar a tese do marco temporal.
Os manifestantes defendem que a demarcação de terras indígenas deve considerar a ocupação histórica, e não apenas a posse na data da promulgação da Constituição Federal de 1988.

A mobilização, que gerou um grande congestionamento de carretas no entroncamento com as rodovias MS-156 e Avenida Guaicurus, é motivada pela indignação com a violência histórica e atual contra os povos originários.
Segunda uma liderança da comunidade, o protesto é uma forma de pressionar os ministros do STF para que não aprovem o marco temporal em razão do massacre dos povos indígenas, mortes de crianças e outros tipos de violência.

Os manifestantes, que incluem membros da comunidade indígena e apoiadores não-indígenas (“brancos, negros”), enfatizaram que a definição do marco temporal representa um risco de aprofundamento dos conflitos territoriais e da violência na região.
A interdição causou um impacto imediato na logística da região, com longas filas de caminhões e veículos parados. A reportagem, capturada pelo jornalista Cid Costa, da Folha de Dourados, mostrou a extensão do bloqueio.

O ato de resistência pacífica, que incluiu cânticos e danças no local, permanece sem previsão de término, dependendo de desdobramentos políticos em Brasília. A liderança no local aguarda respostas sobre o andamento do julgamento no STF.


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Funcionários são presos por furto e associação criminosa contra empresa de energia

Quatro funcionários de uma empresa de energia foram presos pela PC (Polícia Civil) na tarde desta quarta-feira (10/12), acusados de furto qualificado e associação criminosa, em Naviraí. Os detidos foram identificados apenas pelas iniciais W.G.F., de 30 anos, E.K.A.O., de 33, P.C.S., de 46, e P.H.R.L., de 21.

Conforme a Polícia Civil, o grupo furtou três bobinas de cabos elétricos avaliadas em aproximadamente R$ 198 mil.

A investigação teve início após o gerente da empresa denunciar que materiais de alto valor haviam desaparecido entre os dias 6 e 9 de dezembro. Na manhã de ontem, uma denúncia anônima levou o denunciante até um terreno baldio no Residencial Cidade Jardim, onde encontrou as três bobinas ocultadas.

Diante das informações, agentes do SIG (Setor de Investigações Gerais), com apoio de policiais civis da Delegacia Regional de Naviraí, passaram a analisar imagens internas da empresa, que revelaram que os cabos foram retirados sem autorização por funcionários que utilizavam o caminhão de serviço da própria empresa. Os furtos ocorreram em dois dias distintos, sendo um no sábado, dia 6, e outro na noite de terça-feira, dia 9.

Com base nas imagens, depoimentos e diligências iniciais, os investigadores identificaram os suspeitos, os quais foram localizados e conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Naviraí.

Foi apurado que um dos envolvidos havia planejado a subtração e oferecido pagamento aos demais executores, sendo R$ 10 mil ao encarregado da equipe e R$ 2 mil a cada um dos demais participantes da prática criminosa.

Também restou apurado que o grupo se valeu do acesso privilegiado ao patrimônio da empresa e da confiança inerente à função desempenhada. Os furtos foram praticados em continuidade delitiva, ambos qualificados pelo abuso de confiança e concurso de agentes, além de associação criminosa destinada à prática de delitos patrimoniais.

Os quatro suspeitos foram presos em flagrante pelos delitos acima e permanecem à disposição da Justiça. O material recuperado foi restituído a empresa.

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Operação retira 24 mil metros de fiação irregular do centro de Campo Grande

A segunda fase da “Operação Limpa-Fios”, com a retirada de aproximadamente 24 mil metros de cabos irregulares de internet e telefonia instalados na rede de energia elétrica, foi realizada no centro de Campo Grande. A força-tarefa que ocorreu no domingo (7) – coordenada pelo Governo do Estado por meio da AGEMS (Agência Estadual de Regulação), com Energisa e Prefeitura de Campo Grande – iniciou o trabalho às 6h30 e, contabilizou ao final da operação a limpeza de 79 postes.

A região é considerada um ponto crítico pelo grande número de ilegalidades identificadas no mapeamento realizada pela distribuidora de energia. O diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, e o diretor de Gás e Energia, Matias Gonsales, acompanharam toda a execução junto à equipe da Câmara Técnica de Energia.

“Um sucesso essa segunda fase da operação. É um trabalho que vamos levar gradativamente a outros bairros da Capital e cidades do Estado para combater a fiação clandestina que é uma ameaça ao fornecimento de energia e à segurança das pessoas. Os resultados que estamos alcançando é fruto da ótima parceria entre todas as instituições, e do trabalho de excelência da nossa Diretoria de Energia e dos nossos técnicos”, disse Assis.

“Esse era um problema antigo na cidade, não somente pelo aspecto visual, mas pela segurança. Dessa vez, unimos AGEMS, Governo do Estado, concessionária e Prefeitura e estamos conseguindo promover a solução”, disse Gonsales.

Planejamento e continuidade

O projeto foi às ruas pela primeira vez em novembro. Entre a noite do dia 26 e madrugada de 27, a limpeza de 43 postes resultou na retirada 15 mil metros de fios irregulares.

A nova intervenção se concentrou novamente no quadrilátero central, com foco em vias onde o levantamento técnico da concessionária de energia identificou uma quantidade considerada crítica de instalações irregulares ou clandestinas.

Foram feitas remoções em 28 postes na Rua Treze de Maio; 35 postes na Rua Calógeras; e 16 postes na Avenida Afonso Pena. Todas as empresas com fiação de serviços de telefonia e internet instaladas nos postes foram previamente notificadas, assim como os comerciantes da área central, garantindo regularidade e segurança na execução.

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Beneficiários com NIS final 2 recebem Auxílio Gás nesta quinta-feira

Beneficiários inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2 recebem nesta quinta-feira (11) o Auxílio Gás de dezembro no valor de R$ 110.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 4,4 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

O benefício é pago a cada dois meses e segue o calendário do Bolsa Família, com pagamentos até 23 de dezembro, para beneficiários com NIS final 0.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Gás do povo

Em setembro, o governo federal lançou o programa Gás do Povo, que vai gradualmente substituir o Auxílio Gás.

Em vez do benefício em dinheiro, as famílias vão retirar a recarga do botijão de gás em revendedoras credenciadas.

O novo programa pretende triplicar o número de favorecidos, alcançando cerca de 15 milhões de famílias. No fim de novembro, o Gás do Povo começou a ser distribuído a 1 milhão de famílias nas seguintes capitais: Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Goiânia, Natal, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Teresina.

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Daniel Puka Valdez intensifica cobranças por infraestrutura e melhorias em unidades de saúde

Na sessão desta terça-feira, 2 de dezembro de 2025, o Vereador Daniel Puka Valdez apresentou um pacote de demandas voltadas à melhoria da mobilidade urbana, da segurança viária e da estrutura de serviços públicos em diferentes bairros de Ponta Porã.

O Parlamentar solicitou à Prefeitura o recapeamento asfáltico da Rua Rondonópolis, no bairro Vila COHAB, que apresenta buracos, desníveis e desgaste acentuado, causando riscos para motoristas e, principalmente, motociclistas que utilizam a via diariamente. Segundo o Vereador, pela importância da rua para o fluxo local, o recapeamento é uma medida urgente para garantir trafegabilidade segura e mais qualidade de vida aos moradores.

Ainda na área de infraestrutura, o Vereador Daniel Puka Valdez reforçou pedido para que seja realizado o patrolamento e nivelamento no final da Rua Augusta, entre a Rua Copacabana e a Avenida Vinícius Soares do Nascimento. O trecho apresenta buracos, pontos de erosão e acúmulo de pedregulhos, consequência das chuvas e da falta de manutenção regular. O Parlamentar destaca que a intervenção é necessária para melhorar o acesso dos moradores, oferecendo mais segurança e conforto para quem circula pela região.

O Vereador também encaminhou solicitação para manutenção e reparo do portão da Unidade Básica de Saúde Nelson Machado Dias, no bairro Parque dos Ipês II. O equipamento, desgastado pelo tempo, compromete tanto a imagem da unidade quanto a segurança de servidores e pacientes. Para Daniel Puka Valdez, manter a estrutura em boas condições é fundamental para reforçar o cuidado com o serviço público e o acolhimento à população.

Com essas ações, o Vereador reafirma seu compromisso com intervenções que impactam diretamente o dia a dia das famílias, direcionando esforços para garantir vias

mais seguras, equipamentos públicos bem cuidados e maior atenção às demandas dos bairros.

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Vendas no comércio voltam a ganhar fôlego e crescem 0,5% em outubro

As vendas no comércio cresceram 0,5% em outubro, na comparação com setembro. O resultado é a maior alta entre meses seguidos desde março de 2025, quando tinha crescido 0,7%.

Na comparação com outubro de 2024, o comércio brasileiro avançou 1,1%. No acumulado de 12 meses, o setor cresceu 1,7%, menor patamar desde dezembro de 2024, quando chegou a 4,1% de expansão.

Os dados fazem parte Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Veja o comportamento das vendas no comércio nos últimos meses:

Março: 0,7%

Abril: -0,3%

Maio: -0,4%

Junho: -0,1%

Julho: -0,2%

Agosto: 0,1%

Setembro: -0,2%

Outubro: 0,5%

Com os dados de outubro, o comércio está 0,5% abaixo do maior nível já registrado, em março de 2025. A série histórica do IBGE começa em 2000. O setor figura 9,6% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020).

Sete das oito atividades com alta

Na passagem de setembro para outubro, sete das oito atividades pesquisadas apresentaram avanço:

equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 3,2%

combustíveis e lubrificantes: 1,4%

móveis e eletrodomésticos: 1,0%

livros, jornais, revistas e papelaria: 0,6%

outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,4%

artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%

hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,1%

tecidos, vestuário e calçados: -0,3%

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a venda de computadores, celulares e eletrodomésticos foram importante motor das vendas no mês.

“As empresas aproveitaram a depreciação [desvalorização] do dólar e performaram melhor, também por conta de promoções”, cita. A queda do dólar ante o real faz com que produtos importados fiquem mais em conta no país.

Junção de fatores

O analista acrescenta que houve “coincidências de fatores” para estimular o consumo. “Dentre eles, a inflação cedeu”, cita Santos, ao lembrar que houve deflação, com queda de preço na alimentação no domicílio, móveis e eletrodomésticos.

Outros fatores foram o mercado de trabalho aquecido e o crédito à pessoa física, que cresceu 2,1% em outubro.

Santos destaca que o crédito à pessoa física não tem sentido tanto o impacto da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, que tende a refletir no encarecimento em toda a cadeia de crédito.

A Selic está mantida neste nível como uma estratégia do Banco Central para conter a inflação, que chegou a ficar 13 meses acima da meta do governo.

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador avançou 1,1% de setembro para outubro e apresenta estabilidade (0%) no acumulado de 12 meses.

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o desempenho do varejo ampliado em outubro “foi bastante influenciado por veículos, motos, partes e peças, e pela atividade de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo”.

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Homem é preso transportando 8 quilos de haxixe marroquino que seriam levados para Campinas




Homem de 56 anos foi preso pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) nesta quarta-feira (10/12), transportando quase R$ 600 mil em haxixe marroquino, num veículo GM Astra, em Tacuru.

Os policiais, segundo a ocorrência, realizavam bloqueio na MS-295, quando abordaram o motoerista que apresentou versões desencontradas sobre o motivo da viagem. Desconfiados, os militares revistaram o carro e encontraram oito quilos da droga num compartimento oculto.

Questionado, o condutor afirmou que pegou os entorpecentes em Paranhos e levaria até a cidade de Campinas (SP), onde receberia R$ 1 mil pelo transporte.

O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 590 mil, foi encaminhado à Delegacia de PC (Polícia Civil) de Tacuru, para onde o homem também foi levado.


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Câmara rejeita cassação da deputada Carla Zambelli

A Câmara dos Deputados rejeitou a perda de mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Foram 227 votos a favor da perda do mandato e 110 contra, com 10 abstenções.

Para aprovar a perda de mandato, seriam necessários 257 votos. Com isso, a representação da Mesa Diretora contra a deputada será arquivada.

Carla Zambelli foi condenada em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão por participar de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela está presa na Itália depois de fugir do Brasil em decorrência do trânsito em julgado do processo no STF. O Supremo aguarda a extradição.

Parecer da CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nessa quarta-feira (10) parecer do deputado Claudio Cajado (PP-BA) que recomendava a perda do mandato da parlamentar pela incompatibilidade fática absoluta do encarceramento em regime fechado com o exercício do mandato.

“Como alguém pode exercer o mandato estando recluso em regime fechado? O mandato exige presença, comparecer ao plenário e participar das comissões”, disse.

Cajado citou jurisprudência do STF, baseada no julgamento de ação penal contra o então deputado Nelson Meurer em 2018.

A representação contra Carla Zambelli foi apresentada pela Mesa Diretora em razão de comunicado do Supremo, cuja interpretação da Constituição pela 1ª Turma definia a declaração de perda do mandato pela Mesa.

No entanto, a jurisprudência da interpretação da Câmara sobre processos envolvendo parlamentares condenados em definitivo amparam a análise pela comissão.

Documentos falsos

A 1ª Turma do STF condenou Zambelli também a multa e indenização de R$ 2 milhões por ter participado como “instigadora” das invasões dos sistemas por Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer, presos no âmbito da Operação Spoofing.

Segundo o Ministério Público, no começo de janeiro de 2023, houve 13 invasões dos sistemas do CNJ para inserir 16 documentos falsos, como mandatos de prisão, alvarás de soltura e ordem judicial de bloqueio de ativos bancários, além de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre Moraes, do STF, emitido por ele próprio.

Parecer vencedor

A relatoria inicial do processo contra Zambelli coube ao deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que recomendava a manutenção do mandato, mas a CCJ o rejeitou.

Garcia argumentara que não havia provas da participação direta da deputada na autoria dos crimes e que os autos demonstrariam fragilidades de provas circunstanciais. Ele se baseou ainda em depoimento de testemunha da deputada, o perito Anderson de Jesus Anchieta Carvalho, que traçou um perfil de compulsão à mentira (mitômano) de Delgatti.

Defesa

O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, criticou a “fragilidade” das provas que incriminam a deputada e ressaltou que a condenação se baseou no depoimento questionável de Walter Delgatti, por ter alterado seis vezes o próprio testemunho, conforme perícia contratada pela defesa.

“Tudo o que a deputada mais quer é que não seja cassada, para ela ter dignidade onde está presa. Pois só mostrando à Justiça italiana que seus pares não a cassaram, ela vai ter uma chance de ficar livre”, disse.

Segundo Pagnozzi, Zambelli comentou que pediria renúncia caso tivesse seu mandato mantido para não incomodar os demais deputados. “A Carla Zambelli só quer dignidade.”

Carla Zambelli foi ouvida pela CCJ em setembro, por meio de videoconferência

O deputado Diego Garcia, relator de parecer vencido na CCJ, disse que produziu um relatório técnico, que só não foi aprovado por haver tido troca de membros da comissão antes da votação.

Segundo ele, não existem provas contra a deputada nos autos do processo judicial.

“Tudo o que a acusação afirma estar no relatório policial, não se encontra lá. Uma deputada da esquerda [que também acessou os autos] me disse que não poderia ir contra o voto por eu estar falando a verdade”, declarou.

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), vice-líder do governo, a decisão judicial pela perda do mandato deveria ter sido colocada em prática por meio de decisão administrativa da Câmara, e não ser levada para análise do plenário. “Se não fosse uma deputada já condenada, haveria sentido esse debate. Não tem mais, ela está presa”, disse.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que o plenário não analisasse a cassação de Zambelli considerando que, em uma semana, a Mesa Diretora poderia declarar a perda de mandato por ela ter faltado a mais de um terço das sessões da Câmara neste ano, ultrapassando o limite de faltas permitido pela Constituição.

“Vamos respeitar o mandato da deputada e, daqui a uma semana, deixar que a Mesa resolva esse assunto e não trazer esse problema para todos nós deputados”, afirmou. O deputado Júlio Lopes, a partir de parecer dos técnicos da Câmara, afirmou que Zambelli só atingiria esse total de faltas no final de fevereiro de 2026.

Porém, a líder da Minoria, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), ressaltou que cabe à Câmara decidir sobre a perda de mandato ou não. Segundo ela, a cassação perpetuaria a injustiça contra Zambelli.

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