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Furto à joalheria de Ponta Porã pode passar de R$ 1 milhão




As investigações sobre o audacioso furto ocorrido em uma joalheria de prestígio na Avenida Brasil, em Ponta Porã, na fronteira com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, seguem em ritmo acelerado. O valor do prejuízo pode passar de R$ 1 milhão e o crime segue investigado pela Polícia Civil da cidade.

“A vítima disse que acredita que será mais de um milhão. As imagens estão sendo analisadas pela investigação. O crime com certeza não foi realizado por uma só pessoa”, disse o delegado Italo Amaury Teixeira da Silva.

As equipes policiais trabalham sob a convicção de que a ação foi executada por uma quadrilha, descartando a hipótese de um único autor. Para entrar na joalheria, os ladrões abriram um buraco na parede dupla.

A complexidade e a quantidade de itens subtraídos reforçam a tese de planejamento e envolvimento de múltiplos indivíduos na invasão e subtração das joias.

O foco principal das autoridades neste momento recai sobre a análise minuciosa das imagens de câmeras de segurança – tanto internas quanto as de estabelecimentos vizinhos.

Os investigadores esperam que as gravações forneçam pistas visuais cruciais para identificar os membros do grupo e rastrear o destino das mercadorias de alto valor.

A Polícia Civil mantém o sigilo sobre os detalhes das diligências, mas a expectativa é que a análise forense digital acelere a identificação dos suspeitos e a recuperação do material roubado.

A comunidade aguarda atualizações sobre o avanço das prisões e o esclarecimento completo do crime que abalou o comércio local.


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No Regional de Ponta Porã, 140 mil atendimentos fortalecem assistência e inovação na fronteira

O HRPP (Hospital Regional de Ponta Porã) registrou cerca de 140 mil atendimentos em 2025. Referência para a região sul de Mato Grosso do Sul, a unidade apresentou, no período, avanços técnicos, ações de humanização, iniciativas de sustentabilidade e reconhecimento institucional.

Do total de atendimentos, 61.268 foram urgências e emergências. O balanço anual revela ainda um vigoroso desempenho cirúrgico e obstétrico, com 4.324 cirurgias e 1.525 partos realizados nas áreas materno-infantil, clínica e cirúrgica.

“Os indicadores de 2025 refletem o empenho da nossa equipe em oferecer uma assistência resolutiva e humanizada para toda a região”, destaca Alex Marques, diretor-geral da unidade.

O ano foi marcado pela modernização dos métodos de intervenção. O hospital realizou sua primeira cirurgia por videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva que acelera a recuperação do paciente.

Outros avanços incluíram a implementação da laserterapia no tratamento de feridas e a criação da Comissão de Pele, focada na prevenção e reabilitação de lesões cutâneas.

Segundo o gerente assistencial, Rodrigo Lima, essas tecnologias, somadas aos resultados obtidos na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), elevam o patamar de segurança do paciente e a eficácia do cuidado integral. “Essas ações resultam em um processo de melhoria contínua da assistência ao paciente”, afirmou.

Humanização e marco técnico em diagnóstico

Na área de humanização, o hospital promoveu 154 ações, alcançando 1.500 pessoas. O projeto “Laços de Amor” seguiu fortalecendo o suporte às famílias com orientações técnicas e treinamentos práticos, como manobras de desengasgo em recém-nascidos.

“O projeto estabelece o contato entre a instituição e as famílias, com foco na orientação técnica e no cumprimento dos sinais de alerta em saúde”, explicou Aniele Pinheiro, analista de Humanização.

Paralelamente, a unidade alcançou outro marco técnico: a conclusão do primeiro diagnóstico completo de morte encefálica. O procedimento seguiu rigorosos protocolos clínicos e contou com o suporte da diretoria para a realização de exames de hemodinâmica em serviço externo, garantindo a confirmação do quadro.

“O cumprimento integral deste protocolo é um registro histórico para a unidade. O diagnóstico preciso é a etapa que possibilita a captação de órgãos para doação, combatendo o subdiagnóstico no país e qualificando o hospital como um potencial doador”, explica o diretor técnico, Antonio Martinussi.

Sustentabilidade

O compromisso socioambiental do HRPP foi elevado a um novo nível em 2025 com o recebimento da certificação Green Kitchen, em dezembro. O selo reconhece a reestruturação completa dos fluxos da cozinha — do controle rigoroso da água ao descarte final de resíduos, garantindo sustentabilidade e segurança alimentar de padrão internacional.
Além da certificação, o hospital mantém uma horta permitindo o suprimento próprio de hortaliças para o refeitório. Também realiza a gestão de resíduos por meio da triagem e destinação semanal de recicláveis para cooperativas locais.

“Nosso planejamento integra a gestão de resíduos e parcerias internacionais às metas de responsabilidade do hospital, com foco na redução do consumo de energia e descartáveis”, pontua Murilo Fernandes, supervisor de Sustentabilidade.

Reconhecimento e conformidade

A excelência da UTI foi atestada com um certificado internacional concedido pela Epimed Solutions e pelo fundo francês Fonds 101, após um ano de monitoramento rigoroso. Além disso, o Coren (Conselho Regional de Enfermagem) de Mato Grosso do Sul emitiu relatório atestando a plena conformidade da unidade quanto às normas técnicas, éticas e ao dimensionamento adequado do quadro de profissionais.

Gerenciado pelo Instituto Social Mais Saúde desde agosto de 2025, o HRPP integra a rede estadual de saúde com uma estrutura de 117 leitos (20 de UTI) e um corpo funcional de 100 médicos e 400 colaboradores.

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INPC de janeiro sobe 0,39% e acumula alta de 4,3% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,39% em janeiro, após ter marcado 0,21% em dezembro. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,3% nos últimos 12 meses, superando o acumulado até dezembro (3,9%).

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os pesquisadores apuraram que, no mês passado, a inflação dos produtos alimentícios caiu pela metade quando comparada com a de dezembro, passando de 0,28% para 0,14%.

Os itens não alimentícios saltaram de 0,19% em dezembro indo para 0,47% em janeiro.

Índice

O INPC apura o custo de vida para famílias que recebem de um a cinco salários mínimos. Atualmente, o mínimo é de R$ 1.621.

O indicador difere do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial, que mede a variação dos preços de uma cesta de consumo das famílias que têm renda até 40 salários mínimos. O IPCA de janeiro ficou em 0,33%, somando 4,44% em 12 meses.

O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam cerca de 25% do índice, mais que no IPCA (aproximadamente 21%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, por exemplo, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

Pesquisa

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A pesquisa também é feita em Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros, pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.

O salário mínimo, por exemplo, leva o dado de novembro no seu cálculo. O seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.

O IBGE sustenta que a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.

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Novas regras para vales-alimentação e refeição entram em vigor

As novas regras do sistema de vale-alimentação e vale-refeição entram em vigor nesta terça-feira (10). Em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que altera o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) com o objetivo de ampliar a transparência, a concorrência e a integridade no setor.

Agora, a taxa de desconto (MDR) cobrada dos supermercados e restaurantes, pelas operadoras, não pode ultrapassar 3,6%. A tarifa de intercâmbio tem teto de 2%, sendo vedada qualquer cobrança adicional.

Além disso, o repasse do dinheiro aos estabelecimentos deve ocorrer em até 15 dias corridos após a transação. Até então, restaurantes e similares recebiam os valores 30 dias após as transações.

Já estavam em vigor, com a assinatura do decreto, as regras de proteção, com a proibição de práticas comerciais abusivas, como deságios, descontos, benefícios indiretos, prazos incompatíveis com repasses pré-pagos e vantagens financeiras não relacionadas à alimentação.

A nova regulamentação do PAT já foi questionada na Justiça pelas maiores empresas de vale-alimentação e refeição do país, que obtiveram liminares suspendendo fiscalização ou aplicação de punições. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), “por ora, elas estão protegidas de sanções por descumprimento das regras de taxas e prazos, mas não estão dispensadas das demais obrigações do decreto e do PAT”.

“É fundamental que todas as empresas ajustem suas operações para estar em conformidade com o novo normativo, inclusive aquelas que possuem liminar.

As liminares não suspendem a vigência do decreto como um todo, nem estendem seus efeitos a outras empresas. O decreto está em pleno vigor e deve ser integralmente cumprido. A obrigatoriedade de observância das novas regras, como o teto de taxas e os prazos de liquidação, é imediata para todo o mercado, segundo a pasta.

As mudanças no programa beneficiam mais de 22 milhões de trabalhadores, que terão maior liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões. O decreto também traz equilíbrio para empresas e estabelecimentos, garantindo que os recursos sejam usados exclusivamente para alimentação.

Criado em 1976, o PAT é a política pública mais antiga do MTE e vai completar 50 anos em 2026. O programa conta com 327 mil empresas cadastradas e alcança 22,1 milhões de trabalhadores em todo o país.

Próximas mudanças

Outra mudança entra em vigor a partir de 10 de maio, com a transição do sistema atual, em que o cartão de vale-alimentação ou vale-refeição só pode ser utilizado em estabelecimentos credenciados por uma única operadora, para um novo arranjo, no qual o benefício poderá ser aceito em diferentes maquininhas e estabelecimentos, independentemente da empresa emissora ou da bandeira.

Em novembro, 360 dias após a assinatura do decreto, está prevista a interoperabilidade plena do sistema, quando qualquer cartão PAT deverá ser aceito em qualquer maquininha de pagamento no Brasil.

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