Sanesul segue padrões do Ministério da Saúde e mantém controle rigoroso em Sete Quedas

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A água fornecida à população de Sete Quedas atende rigorosamente aos parâmetros de potabilidade definidos pelo Ministério da Saúde e passa por um sistema contínuo de monitoramento, análises laboratoriais e controle de qualidade.

A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) opera com protocolos técnicos consolidados e mantém rotina permanente de coletas, garantindo segurança e transparência no abastecimento.

Durante entrevista concedida a uma emissora de rádio do município, o diretor Comercial e de Operações da Sanesul, Madson Valente, explicou que todas as informações sobre a qualidade da água estão disponíveis ao público por meio do Siságua, sistema oficial do Governo Federal que reúne dados validados pelo Ministério da Saúde.

“A água que nós entregamos obedece a parâmetros definidos pelo Ministério da Saúde. O Siságua é a transparência pública do saneamento no Brasil. Qualquer pessoa pode acessar, selecionar o município onde mora e verificar a qualidade da água que consome”, afirmou.

Segundo Madson, a Sanesul mantém um processo técnico rigoroso de controle, com coleta semanal de amostras em Sete Quedas. Esse material é encaminhado ao laboratório da empresa, localizado em Naviraí, que possui certificação internacional de qualidade.

“A coleta é realizada semanalmente. Esse material vai para o laboratório da Sanesul em Naviraí, que é certificado pela ISO. A ISO é um organismo internacional que define padrões de qualidade dos serviços. Isso garante que não haja qualquer dúvida sobre os nossos procedimentos e análises”, explicou.

O diretor ressaltou que os laboratórios da Sanesul seguem normas técnicas reconhecidas internacionalmente, o que assegura a confiabilidade dos resultados e a integridade dos dados divulgados nos sistemas oficiais.

“Tudo o que está no Siságua é validado pelo Ministério da Saúde. Não existe informação incorreta ali. É um portal de transparência”, reforçou.

Ativação de poços segue critérios técnicos e legais

Madson Valente também foi enfático ao afirmar que nenhum poço é colocado em operação sem que a água passe por análises completas, tanto antes quanto depois do tratamento.

“A Sanesul jamais colocaria um poço em funcionamento sem garantir a qualidade da água. Primeiro, analisamos a água bruta, que é a água captada. Depois, fazemos novas análises após o tratamento. A nossa água é tratada, diferente de poços comuns”, pontuou.

Ele explicou que a presença de elementos como cálcio, ferro e manganês é natural em águas subterrâneas, desde que estejam dentro dos limites estabelecidos pelas normas sanitárias.

“A água tem elementos químicos, isso é normal. O que importa é que estejam dentro dos parâmetros definidos pelo Ministério da Saúde. Aquilo que foge do padrão é ajustado no tratamento”, detalhou.

Condutividade não compromete a qualidade da água

Um dos pontos esclarecidos pelo diretor foi a questão da condutividade elétrica, que tem sido associada por parte da população local a possíveis problemas na água. Segundo ele, trata-se de um fenômeno físico relacionado à temperatura e à profundidade do poço, e não à qualidade da água.

“A água subterrânea, quanto mais profundo for o poço — e aqui estamos falando de mais de 700 metros —, maior é a temperatura com que ela sai. Isso aumenta a condutividade, mas não coloca em cheque a qualidade da água. Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, explicou.

Madson Valente destacou ainda que o uso de caixa d’água nas residências não é apenas uma recomendação, mas uma obrigação legal prevista no Marco Regulatório do Saneamento. Além de garantir abastecimento durante manutenções, o reservatório ajuda a reduzir a condutividade da água.

“O reservatório funciona como uma torre de resfriamento. A água vai para a caixa, esfria e você não tem problema de condutividade. Além disso, se a Sanesul precisa fazer manutenção e o imóvel não tem caixa d’água, automaticamente o morador fica sem abastecimento”, afirmou.

Durante visitas técnicas realizadas no município, equipes da Sanesul identificaram que muitos imóveis em Sete Quedas não possuem aterramento elétrico adequado, o que pode causar sensação de choque em torneiras e chuveiros.

“Infelizmente, em várias casas foi constatado que não há aterramento das tomadas nem do chuveiro. Isso é responsabilidade do consumidor. Não tem relação com a qualidade da água”, alertou.

O dirigente ressaltou que o bom funcionamento do sistema de abastecimento depende da atuação conjunta da concessionária e dos usuários.

“A Sanesul faz a sua parte com monitoramento, tratamento e manutenção. Na ponta, o cliente também precisa fazer o mínimo: ter caixa d’água, fazer o aterramento correto. Quando cada um cumpre sua responsabilidade, o sistema funciona em plenitude”, concluiu.

Sobre a atuação do Ministério Público, a Sanesul ressalta que reconhece e respeita plenamente o papel institucional do órgão, cuja atribuição constitucional é apurar denúncias e zelar pelo cumprimento da lei.

A empresa informa que mantém colaboração permanente com os órgãos de fiscalização e confia que, ao final das análises técnicas, ficará comprovado que o abastecimento em Sete Quedas e nas demais cidades atendidas pela companhia, atende às normas legais e sanitárias vigentes.

“Investigar faz parte do papel do Ministério Público, e isso é legítimo. A Sanesul trabalha com total tranquilidade, porque cumpre os parâmetros exigidos, realiza monitoramento contínuo e opera dentro da legalidade. Temos segurança técnica de que estamos fazendo a nossa parte”, afirmou Madson.

A Sanesul é responsável pelo abastecimento de água potável em 68 municípios de Mato Grosso do Sul, operando com padrões técnicos elevados, laboratórios certificados e controle permanente da qualidade da água distribuída.

Madson reforçou na entrevistaa que o compromisso da empresa é garantir segurança hídrica, transparência e regularidade no fornecimento, sempre em conformidade com a legislação vigente e as diretrizes do Ministério da Saúde.

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