Pedido de socorro ignorado pela PM antecedeu caso de violência doméstica em Dourados

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Caso grave de violência doméstica mobilizou a Patrulha Maria da Penha da GMD (Guarda Municipal de Dourados) na tarde desta sexta-feira (27/2), no Jardim Márcia, em Dourados, após pedido de socorro feito por uma vítima de 50 anos.

A ocorrência ganhou ainda mais repercussão diante de possível omissão da PM (Polícia Militar), que, segundo informações do boletim de ocorrência, não atendeu às tentativas de contato feitas pelo telefone 190.

Consta no registro que a psicóloga de um programa de apoio à mulher acionou as forças de segurança após receber mensagem da assistida: “Ele vai me matar”. Diante da gravidade, a profissional tentou contato imediato com a Polícia Militar, mas não obteve resposta, sendo obrigada a acionar a Guarda Municipal.

A equipe da Patrulha Maria da Penha se deslocou inicialmente até o endereço informado, onde não encontrou moradores. Durante a verificação, foi identificado que o autor, Ari, de 44 anos, utilizava tornozeleira eletrônica. A partir dessa informação, os agentes localizaram o suspeito em outro endereço, no Jardim Maracanã.

No local, os guardas ouviram uma discussão intensa dentro do imóvel. A vítima conseguiu contato com a equipe por uma janela e, em um momento de afastamento do agressor, abriu a porta, permitindo a entrada da guarnição.

Ela contou que vinha sendo mantida em cárcere privado, sofrendo agressões verbais constantes, ameaças de morte e restrições severas à sua liberdade. Segundo o relato, o autor controlava o celular da vítima, monitorava conversas, apagava contatos e dizia que a mataria caso ela pedisse ajuda.

Ainda conforme o boletim, a vítima já havia solicitado medida protetiva anteriormente, mas acabou reatando o relacionamento após promessas de mudança. Nos últimos dias, porém, o comportamento do agressor teria se intensificado.

Diante dos fatos, a vítima foi encaminhada à DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher), onde manifestou interesse em representar criminalmente contra o autor e solicitar novamente medidas protetivas de urgência. O agressor também foi conduzido à delegacia, sendo necessário o uso de algemas devido ao comportamento agressivo e risco de fuga.

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