A Delegacia da Receita Federal em Campo Grande lançou, nesta terça-feira (17), a campanha “Eu Sou Cidadão Solidário” em Mato Grosso do Sul. Esta é a quarta edição consecutiva promovida pela unidade na capital.
A solenidade reuniu representantes de órgãos públicos das três esferas e dos três Poderes, além de conselhos municipais e entidades de assistência social.
Na abertura, houve apresentações musicais e de dança de projetos sociais voltados a idosos e crianças, beneficiados com recursos da campanha.
A destinação de até 6% do Imposto de Renda da Pessoa Física aos fundos da pessoa idosa e da criança e do adolescente começa oficialmente no próximo dia 23, com o início do prazo de entrega da declaração de 2026, ano-base 2025.
Potencial maior
Em 2025, as destinações em Mato Grosso do Sul somaram R$ 11,2 milhões, o oitavo maior volume entre os estados. O potencial, no entanto, é cerca de 20 vezes maior, chegando a R$ 200 milhões.
“Temos que levar essa mensagem à sociedade. São R$ 200 milhões que poderiam ser destinados a projetos sociais apenas em Mato Grosso do Sul. Esse recurso ajudaria a resolver grande parte dos problemas enfrentados pelas entidades”, afirmou o delegado da Receita em Campo Grande, Zumilson Custódio da Silva.
Segundo ele, a destinação não gera custo ao contribuinte. O valor é devolvido com correção, no caso de restituição, ou abatido do imposto devido.
“O desafio é fazer com que as pessoas entendam a importância desse gesto. O contribuinte paga o valor definido até 29 de maio e depois recebe o recurso de volta na restituição”, explicou.
Dinheiro bem aplicado
A promotora de Justiça Fabrícia Barbosa Lima afirmou que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE-MS) acompanha a aplicação dos recursos e não identificou irregularidades.
“Posso garantir a quem tem dúvida que o dinheiro é bem aplicado. Podem confiar: ele está sendo corretamente utilizado”, disse.
Ela destacou ainda que equipes da área de Infância e Adolescência do MPE-MS realizaram visitas às entidades beneficiadas e constataram a efetividade das ações.
Membro do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Marcos Henrique Marques afirmou que os recursos são rigorosamente fiscalizados.
“É um dinheiro bem-vindo e muito bem cuidado. Acreditem no trabalho das entidades, porque ele tem o poder de mudar vidas”, afirmou.
Já Astrit Rebhein Siqueira, titular do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, ressaltou o impacto direto dos recursos.
“As pessoas não fazem ideia da importância desse dinheiro. Ele melhora tudo nas entidades, inclusive a alimentação de crianças e adolescentes”, disse.


